Os filósofos gregos tratavam a política como um valor e não como um simples fato, considerando a existência política como finalidade superior da vida humana, como a vida boa, entendida como racional, feliz e justa, própria dos homens livres. Embora considerem a forma mais alta de vida a do sábio contemplativo, isto é, do filósofo, afirmam que, para os não-filósofos, a vida superior só existe na Cidade justa e, por isso mesmo, o filósofo deve oferecer os conceitos verdadeiros que auxiliem na formulação da melhor política para a Cidade.
Política e Filosofia nasceram na mesma época. Por serem contemporâneas, diz-se que "a Filosofia é filha da polis" e muitos dos primeiros filósofos (os chamados pré-socráticos) foram chefes políticos e legisladores de suas cidades. Por sua origem, a Filosofia não cessou de refletir sobre o fenômeno político, elaborando teorias para explicar sua origem, sua finalidade e suas formas. A esses filósofos devemos a distinção entre poder despótico e poder político.
Os gregos pregavam que a política é o remédio que a razão encontra para a perda da felicidade da comunidade originária. E que a política resulta do desenvolvimento das técnicas e dos costumes, sendo uma convenção humana. Sendo que a política define a própria essência do homem, e a Cidade é considerada uma instituição natural.
Para os gregos, a finalidade da vida política era a justiça na comunidade.
A noção de justiça fora, inicialmente, elaborada em termos míticos, a partir de três figuras principais: themis, a lei divina que institui a ordem do Universo; cosmos, a ordem universal estabelecida pela lei divina; e dike, a justiça entre as coisas e entre os homens, no respeito às leis divinas e à ordem cósmica. Pouco a pouco, a noção de dike torna-se a regra natural para a ação das coisas e dos homens e o critério para julgá-las.
A idéia de justiça se refere, portanto, a uma ordem divina e natural, que regula, julga e pune as ações das coisas e dos seres humanos. A justiça é a lei e a ordem do mundo, isto é, da Natureza ou physis. Lei (nomos), Natureza (physis) e ordem (cosmos) constituem, assim, o campo da idéia de justiça.
A invenção da política exigiu que as explicações míticas fossem afastadas themis e dike deixaram de ser vistas como duas deusas que impunham ordem e leis ao mundo e aos seres humanos, passando a significar as causas que fazem haver ordem, lei e justiça na Natureza e na polis.
Para os sofistas, a polis nasce por convenção entre os seres humanos quando percebem que lhes é mais útil a vida em comum do que em isolamento. Convencionam regras de convivência que se tornam leis, nomos. A justiça é o consenso quanto às leis e a finalidade da política é criar e preservar esse consenso.
Se a polis e as leis são convenções humanas, podem mudar, se mudarem as circunstâncias. A justiça será permitir a mudança das leis sem que isso destrua a comunidade política, e a única maneira de realizar mudanças sem destruição da ordem política é o debate para chegar ao consenso, isto é, a expressão pública da vontade da maioria, obtida pelo voto.
Por esse motivo, os sofistas se apresentavam como professores da arte da discussão e da persuasão pela palavra (retórica). Mediante remuneração, ensinavam os jovens a discutir em público, a defender e combater opiniões, ensinando-lhes argumentos persuasivos para os prós e os contras em todas as questões.
A finalidade da política era a justiça entendida como concórdia, conseguida na discussão pública de opiniões e interesses contrários.
Em oposição aos sofistas, Platão e Aristóteles afirmam o caráter natural da polis e da justiça. Embora concordem sob esse aspecto, diferem no modo como concebem a própria justiça.
A polis possui uma estrutura tripartite, formada por três classes sociais: a classe econômica dos proprietários de terra, artesãos e comerciantes, que garante a sobrevivência material da cidade; a classe militar dos guerreiros, responsável pela defesa da cidade; e a classe dos magistrados, que garante o governo da cidade sob as leis.
Os gregos diziam que a cidade justa era governada pelos filósofos, administrada pelos cientistas, protegida pelos guerreiros e mantida pelos produtores. Cada classe cumprirá sua função para o bem da polis, racionalmente dirigida pelos filósofos. Em contrapartida, a Cidade injusta é aquela onde o governo está nas mãos dos proprietários que não pensam no bem comum da polis e lutarão por interesses econômicos particulares -, ou na dos militares que mergulharão a Cidade em guerras para satisfazer seus desejos particulares de honra e glória. Somente os filósofos têm como interesse o bem geral da polis e somente eles podem governá-la com justiça.
Pregavam, ainda, que a justiça distributiva consiste em dar a cada um o que é devido e sua função é dar desigualmente aos desiguais para torná-los iguais. Para ser justa, a Cidade não poderá reparti-los de modo igual para todos.
A função ou finalidade da justiça distributiva sendo a de igualar os desiguais, dando-lhes desigualmente os bens, implica afirmar que numa cidade onde a diferença entre ricos e pobres é muito grande vigora a injustiça, pois não dá a todos o que lhes é devido como seres humanos. Na cidade injusta, em lugar de permitirem aos pobres o acesso às riquezas (por meio de limitações impostas à extensão da propriedade, de fixação da boa remuneração do trabalho dos trabalhadores pobres, de impostos e tributos que recaiam sobre os ricos apenas, etc.), vedam-lhes tal direito. A Cidade injusta, portanto, impede que uma parte dos cidadãos tenha assegurado o direito à vida boa.
A justiça política consiste em respeitar o modo pelo qual a comunidade definiu a participação no poder. Essa definição depende daquilo que a Cidade mais valoriza, os regimes políticos variando em função do valor mais respeitado pelos cidadãos.
Do exposto, podemos, assim dizer, que os gregos inventaram a política e que a política e a filosofia surgem de um tipo de discurso, de diálogo ou questionamento que, no decorrer do tempo, passamos a chamar de filosofia.
Fonte figura: http://filosofiaemalbergaria.blogspot.com.br
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Aluna:Ketlyn Kelly Ano:2°B. Turno:Matutino.
ResponderExcluirNunca tinha parado pra pensar nesse modo de governar ,deveria ser imposto em todos os órgãos governamentais ,pois só os filósofos podem governar realmente pensando no bem das demais pessoas .O que hoje a maioria pensa no seu próprio bem estar .
O modo de governo dos filósofos se fosse aplicado na sociedade com todos os seus conceitos ,de todos serem iguais e não desiguais ,o que na vida real tem muito a tal da “desigualdade”,que muitos tentam mudar só em pensamento ,mas fazer poucos fazem .
Talvez a ignorância,falta de sabedoria e a desumanidade dos governantes faça com que só seja feito “pão e circo” no governo,e os analfabetos políticos a falta de não acreditarem mais em melhorias e ou apenas votam sem se quer saber a origem de quem ele esta votando, sendo apenas mais um na sociedade.
A filosofia visa tratar a política como uma ponte para ajudar a sociedade,não para rouba-la.Em minha opinião o modo de governo atual deveria mudar,mas para que isso aconteça não basta apenas uma só pessoa tentar mudar o que uma vida inteira muitos tentam sozinhos, pra isso acontecer o governo mudar, precisaria haver uma revolução em pró dos direitos humanos .Assim com certeza a política que é vista por muitos como um meio fácil dos corruptos roubarem a sociedade de todas as formas, mudaria seria vista como um meio de ajudar a todos igualmente.
Aluno:Thiago Acosta Ano:2°B. Turno:Matutino.
ResponderExcluirEntao,eu também acho que uma cidade justa seria ser governada por filosofos,porque uma cidade injusta as pessoas nâo iriam pensar no proximo.È os filosofos pensariam em geral,é concordo que a unica maneira de realizar mudanças sem a destruiçao da ordem politica séria o debate para chegar ao consenso e a expressâo publica da maioria.Há o modo de governo atual deveria mudar mesmo,mais as pessoas hoje em dia muitas nao se preocupam em quem elegem,só devemos tomar mais conhecimento sobre a polica para podermos votar nas pessoas certas que nao vao só se procupar em roubar o povo.Mais sim trazer melhorias para a nossa populaçao,e é isso que as pessoas querem.
Aluna: Victória Nóbica Marques do Nascimento
ResponderExcluirN°:37
Ano: 2° B
A filosofia e a política nasceram no mesmo lugar e na mesma época, talvez não por coincidência.
Quando surgido, o senso de justiça se baseava em seres misticos que impunham a ordem e castigavam aquele que não fosse bom, porém com o surgimento da politica, as forças misticas passaram a ser a causa de ordem, e não quem faz a ordem.
segundo os sofistas, o justiça é o consenso quanto as leis e a politica é responsável por criar e fazer valer esse consenso.
Por isso os gregos diziam que uma cidade justa é governada por filósofos,pois, somente eles saberiam governar uma cidade justa, em prol de toda a sociedade.
Pois politica não é somente a criação de leis,mas sim saber quando, a quem e de que forma esse leis serão aplicadas, e para isso é necessário muito debate e ninguém melhor do que um filosofo para fazer isso.
Escola Estadual Teotônio Vilela
ResponderExcluirAluno: Adriel Alves de Oliveira
N° da chamada: 01
Ano: 2° B
Turno: Matutino
Bem a política da antiguidade é muito diferente de hoje, onde nos colocamos uma pessoa que vai governa por quatro anos, mas muitas vezes essa pessoa usa este cargo para ganhar dinheiro para si mesmo, sem pensar no bem estar, no transporte, na saúde e outros. Essa pessoa vã e fazer as coisas sem pensa, sem perguntar para o povo. Na antiguidade a política e a filosofia andavam juntas para que tivesse uma justiça honesta para o povo. A palavra política vem do grego polis, que quer dizer cidade, ser nos pensar na palavra política, nos poderíamos dizer que é: A filosofia de governar com sabedoria uma cidade ou tipo de justiça honesta, mais hoje em dia a política é o contrario deste modulo que deveria ser.
Ser eu não me engano a política era discutida em praça ao ar livre, onde o povo participava da discurso a ser tomadas pelos político. A forma de discutir era através do voto de cada um ali na aquela praça. Hoje aquela pessoa que ser dizer “presidente” fazer o bem o que entender da cidade ou do país, muita vezes este personagem não faz nada para melhora, assim nos percebemos que não penso no povo.
A filosofia e a política tinham de nascer na mesma época por que os gregos eram pessoas que pensavam muito no que deveria faz, o povo na aquela deveria viver bem melhor do que de hoje que não justiça. Onde alguns políticos roubam e deixar as contas para a população, que não saber de nada.
Para mim os políticos não utilizar mais a filosofia com uma ferramenta para discutir os tema de seu lugar.
Fim.
Aluno:Guilherme Davi Nobre Ano:2°B. Turno:Matutino.
ResponderExcluirantigos filosofos gregos tratavam politica como um valor,nao simples fato,como finalidade superior a vida humana,boa vida.Embora considerem a forma mais alta forma de vida e do sabio contemplantivo,isto é,do filosofo,afirmam que,para os nâo filosofos,a vida suporior só existe na cidade justa e,poriso mesmo,o filosofo deve oferecer os conceitos verdadeiro que auxiliam na formulaçao da melhor politica para cidade.
No meu entendimento,politica é um direito de voto apos muitos lutas desde a filosofia pré-Socratica, consquistada para empor a nossa opiniâo,e nao como dever ou obrigaçâo,poriso na hora de eleger o seu candidato devemos estudar sobre ele,para que seja um candidato de cara limpa.